O HIATO ENTRE A UNIVERSALIZAÇÃO DO ESGOTAMENTO SANITÁRIO E O POTENCIAL DE APROVEITAMENTO DOS SUBPRODUTOS DO TRATAMENTO DE ESGOTO DE FORMA SUSTENTÁVEL NO BRASIL

Autores

Palavras-chave:

Esgotamento Sanitário; Aproveitamento dos Subprodutos; Sustentabilidade

Resumo

Apesar do fato de o esgotamento sanitário ser uma necessidade primária, no Brasil existem expressivas precariedades em relação ao seu funcionamento, o que representa um grave problema ambiental que acomete, sobretudo, as grandes metrópoles. Neste artigo, objetivou-se apresentar a situação atual de esgotamento sanitário no Brasil e apresentar os desafios para implantação de ETEs sustentáveis no território nacional. Este é um estudo qualitativo, exploratório, que utiliza como recurso metodológico a pesquisa bibliográfica. A análise se pauta em compreender a situação atual do Brasil quanto à universalização dos serviços de esgotamento sanitário, quais são as rotas de destinação dos subprodutos gerados nas ETEs convencionais e também quais as possibilidades de sustentabilidade no tratamento de esgoto. O problema central é que a questão demográfica brasileira é um desafio diante da necessidade crescente de se pensar em soluções para a questão do esgotamento sanitário, o que se soma com os baixos investimentos na área. Essas condições estão diretamente ligadas ao atraso no processo de universalização do tratamento de esgoto no país, o que acarreta como consequência o não cumprimento das metas e objetivos firmados nos acordos internacionais pela sustentabilidade. Por isso, este artigo se propôs a compreender o potencial existente para o aproveitamento dos subprodutos originados com o tratamento de esgoto efetuado de modo sustentável, realizando para isso, uma revisão teórica e um estudo a partir de dados oficialmente estabelecidos. Reafirma-se a necessidade de se pensar em estratégias de cunho socioambiental, com vistas a melhoria dos processos no que tange ao esgotamento sanitário.

Biografia do Autor

Kelly Vanessa Braatz, UFSM- Universidade Federal de Santa Maria

Engenheira Sanitárista e Ambiental, Mestranda em Engenharia Ambiental (UFSM).

Andressa de Oliveira Silveira, Universidade Federal de Santa Maria

Possui formação no curso técnico em Química Industrial (1998) pela Escola Técnica Federal de Pelotas, graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas (2004) e mestrado (2007) e doutorado (2011) em Ciência do Solo, com ênfase em Microbiologia e Bioquímica do Solo, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul . Realizou Doutorado Sanduiche na Università degli Studi di Firenze, Itália em 2010. Pós Doutorado na Universidade Federal de Santa Maria na área de Microbiologia e Biologia do Solo. Atualmente é Coordenadora Substituta do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental e Professora Adjunta do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental na Universidade Federal de Santa Maria. Tem experiência na área de Ciência do Solo, com ênfase em Microbiologia e Bioquímica do Solo, atuando principalmente nos seguintes temas: Indicadores Biológicos para Monitoramento da Qualidade do Solo, Uso de Microrganismos no Tratamento de Resíduos e Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Delmira Beatriz Wolff, Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Engenharia Sanitária pela Universidade Federal de Santa Catarina, apostilado ambiental, mestrado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina , doutorado em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina, sanduíche com o INSA/Toulouse-França (2005) e Pós doutorado junto ao Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental desta instituição (2006). Foi professora e coordenadora do curso de Engenharia Ambiental Universidade Franciscana, onde também atuou como membro do corpo editorial da Revista Disciplinarum Scientia. Atualmente é professora Associada da Universidade Federal de Santa Maria RS, Departamento de Engenharia sanitária e Ambiental, onde atuou como chefe substituta (2018 a 2019), participa dos programas de Pós Graduação em Engenharia Civil onde atuou também como coordenadora substituta, e também do Programa de Pós Graduação em Engenharia Ambiental/UFSM.Atuou como presidente do NDE _ núcleo docente estruturante do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental/UFSM. Atua como avaliadora de trabalhos científicos para eventos na área de Engenharia Sanitária e Ambiental, bem como atua como revisora de periódicos internacionais e nacionais. Tem experiência na área de Engenharia Sanitária, com ênfase em Técnicas Avançadas de Tratamento de Águas, atuando principalmente nos seguintes temas: reatores de biofilme, lodo ativado, reatores híbridos, wetlands construídos, nitrificação e redução de fármacos.

Kauane Andressa Flach, Universidade Federal de Santa Maria

Engenheira Sanitarista e Ambiental, Mestra em Ciencias Ambientais (UFSM), Doutoranda em Engenharia Ambiental (UFSM)

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Publicado

19-12-2023