O HIATO ENTRE A UNIVERSALIZAÇÃO DO ESGOTAMENTO SANITÁRIO E O POTENCIAL DE APROVEITAMENTO DOS SUBPRODUTOS DO TRATAMENTO DE ESGOTO DE FORMA SUSTENTÁVEL NO BRASIL
Palavras-chave:
Esgotamento Sanitário; Aproveitamento dos Subprodutos; SustentabilidadeResumo
Apesar do fato de o esgotamento sanitário ser uma necessidade primária, no Brasil existem expressivas precariedades em relação ao seu funcionamento, o que representa um grave problema ambiental que acomete, sobretudo, as grandes metrópoles. Neste artigo, objetivou-se apresentar a situação atual de esgotamento sanitário no Brasil e apresentar os desafios para implantação de ETEs sustentáveis no território nacional. Este é um estudo qualitativo, exploratório, que utiliza como recurso metodológico a pesquisa bibliográfica. A análise se pauta em compreender a situação atual do Brasil quanto à universalização dos serviços de esgotamento sanitário, quais são as rotas de destinação dos subprodutos gerados nas ETEs convencionais e também quais as possibilidades de sustentabilidade no tratamento de esgoto. O problema central é que a questão demográfica brasileira é um desafio diante da necessidade crescente de se pensar em soluções para a questão do esgotamento sanitário, o que se soma com os baixos investimentos na área. Essas condições estão diretamente ligadas ao atraso no processo de universalização do tratamento de esgoto no país, o que acarreta como consequência o não cumprimento das metas e objetivos firmados nos acordos internacionais pela sustentabilidade. Por isso, este artigo se propôs a compreender o potencial existente para o aproveitamento dos subprodutos originados com o tratamento de esgoto efetuado de modo sustentável, realizando para isso, uma revisão teórica e um estudo a partir de dados oficialmente estabelecidos. Reafirma-se a necessidade de se pensar em estratégias de cunho socioambiental, com vistas a melhoria dos processos no que tange ao esgotamento sanitário.
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